segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Ni Hao

Caros companheiros de viagem, abandonámos Pequim com destino a Pingyao, uma das cidades mais bem preservadas da antiga China. Rapidamente nos apercebemos que o frio, apesar de menos doloroso, continua a perseguir-nos. Aqui presenciámos o melhor e o pior de uma China já praticamente inexistente. Muita tradição, mas também alguma pobreza extrema, algo que ainda não tínhamos presenciado nas grandes cidades. Ficámos alojados num Hostel que há várias centenas de anos foi construído propositadamente para receber o Imperador Qing. Para nós também serviu :)

Pingyao

Pingyao

táxi chinês que nos deixou no autocarro para Xi`an

Após uma curta viagem de 6 horas num autocarro chinês, chegámos a Xi`an. Cidade conhecida pelos famosos guerreiros Terra Cota. Aqui passámos os quatro dias que se seguiram. Começámos por visitar o “Muslim quarter”. Neste quarteirão vimos Chineses muçulmanos. Não sei o que pensam disto, mas para nós era algo que nunca tínhamos imaginado. A verdade é que cerca de 3% da população chinesa é muçulmana. Muitos deles concentram-se aqui. Ruas repletas de cheiros, cores e sons que apelam a todos os nossos sentidos. Queremos experimentar tudo. Por 1,5 Eur almoçamos uma sopa “diferente” e não ficamos nada mal servidos, nada mesmo.

Muslim quarter

Muslim quarter

Xadrez Chinês, um dos desportos favoritos dos locais

No dia seguinte madrugámos para subir a uma das cinco montanhas sagradas dos Taoístas : A montanha Hua Shan. Encontrámo-nos à porta do Hostel com os nossos recentes amigos que conhecemos em Pequim e Pingyao: Yan (alemão), Rob (Canadiano) e Laura (Australiana). Ainda meio adormecidos e 3 autocarros mais tarde, encontramo-nos no sopé do Hua Shan, prontos para a caminhada. Os degraus e os trilhos esperam-nos. Nesta montanha existe a tradição de os casais apaixonados colocarem no topo da montanha um cadeado, eternizando assim o seu amor. Por via das dúvidas deixámos lá um cadeado também. Após umas horas de caminhada entre neve, montanha e paisagens únicas, atingimos o pico Este, onde nos sentámos, relaxámos e almoçámos calmamente, com vista para o infinito…

Hua Shang

Hua Shang

Hua Shang

Chega o dia de visitar o famoso exército dos guerreiros Terra Cota. E como, em equipa que ganha não se mexe, seguimos novamente os cinco. Ao chegarmos ao Museu contratamos um guia Chinês de nome Johnny ( já vos dissemos que muitos Chineses têm um nome “Western” ? ). É hilariante, ver um chinês a dizer que se chama Johnny, ou Jack ( já conhecemos uns 3 Jacks)! Após umas conversas de brincadeira o Johnny insistiu em fazer umas demonstrações de Kung Fu usando como cobaia o André. O Johnny é pequenino mas engana…no final da demonstração o André respira de alívio.

Inicia-se a visita. O exército dos Terra Cota foi construído pelo Imperador Qin Shai Huang há mais de 2000 anos. Não se sabe com certeza qual o propósito do Imperador ao construir estes milhares de guerreiros de pedra, em tamanho real, em torno do que viria a ser o seu túmulo. Acredita-se que o Imperador temia de tal modo os espíritos que o aguardavam após a sua morte que decidiu salvaguardar-se com um exército de milhares a protegê-lo. Uma das características mais impressionantes deste exército, é o facto de nenhum dos guerreiros ter a face igual.

Guerreiros Terra Cota

Foto de grupo

Ao fim de algumas horas a visita termina e recolhemos novamente para o Han Tang Inn Hostel. Nesta noite praticamos o nosso Português com um casal de mochileiros Brasileiros que conhecemos no nosso Hostel. Já há muito tempo que não falávamos Português sem ser entre nós (Ainda não encontrámos nenhum Português desde que saímos de Portugal, há quase 1 mês)!

Despedimo-nos temporariamente dos nossos amigos que seguem para Chengdu. Nós partimos para Yangshuo.


Até breve amigos…

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