06:05- Ana Rita : " André, acorda. O despertador já tocou.
André : "ok, vamos!"
Não custa levantar da cama quando fazemos o que gostamos.
Apesar dos horários trocados temos dormido bem. Fruto das dezenas de Km que andamos diariamente e do cansaço associado. Um bom cansaço.
Vestimo-nos e preparamos as malas em silêncio e com a luz apagada para não acordar o Pierre, o nosso camarada mochileiro com quem dividimos o quarto de hoje no Aizuya Inn.
Abandonamos um Hostel ainda adormecido, como tem sido regra nestes primeiros dias, e fazemo-nos à estrada.
07:00- Após 15 minutos de passo acelerado chegamos a Asakuza station e compramos dois bilhetes para o comboio mais lento para Nikko (mais lento = mais barato). Há que poupar, e nós temos tempo!
Entramos logo na primeira carruagem. Destoamos dos restantes passageiros, aqui os diferentes somos nós, sabe bem, faz bem.
09:40- Duas horas e meia e 2640 JPY (aproximadamente 27 Eur) mais tarde, chegamos a Nikko.
Em Nikko apanhamos um autocarro para Chuzenji-onsen e "rezamos" para saber onde sair. Optamos por seguir os japoneses de máquina fotográfica ao peito. Corre-nos sempre bem! Ao sairmos o frio da montanha cumprimenta-nos. Respondemos-lhe com mais uma camisola...
Chuzenji é uma pequena vila no meio da montanha onde nos surpreendemos com a cascata de Kegon e o lago Chuzenji que transmite uma tranquilidade inacreditável... Simplesmente espetacular. Sem palavras, agarramos nas máquinas. Temos que partilhar este segredo com o Mundo.
13:00 - Templos e santuários de Nikko. Estes são a grande atracção desta cidade, e rapidamente percebemos porquê. Visitamos os três principais : Rinoji Temple, Futarasan Shrine e Tosho-gu Shrine.
Curiosidade: Conhecem a expressão "See no evil, hear no evil, speak no evil" dos três macacos? A fonte que popularizou esta máxima pictórica é uma escultura do século 17 sobre uma porta do famoso Tosho-gu em Nikko!
Estes templos surpreendem não só pela sua história mas principalmente pela sua beleza.
Após 2h30 regressamos à estação de comboios de Nikko, onde apanhamos o comboio das 15:59 para Asakusa Station (Tokyo).
18:30- Chegados a Tokyo jantamos e regressamos ao hostel, onde planeamos o dia seguinte, o último dia em Tokyo.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
Fotografias Toquio e Nikko
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Começou e logo a terra abanou!!
E não é que a terra abanou logo na primeira noite? Sabemos que isto é normal por estas bandas mas logo na primeira noite! Será sorte de principiante?:) Um pequeno "shake shake" é verdade, mas chegou para assustar os mais assustadiços (Leia-se Ana Rita!):"Isto é o que eu estou a pensar????"
O jet lag tinha de servir para alguma coisa. Aproveitámos os horários trocados para na primeira manhã em toquio visitar o mercado do peixe : Tsukiji market. Mais do que acordados às 5:30 da manha (devido ao jet lag e ao abanãozinho) fizemo-nos ao metro. Ao chegar ao mercado deparámo-nos como a entrada interdita a turistas até as 9 hrs. O que fazer então? Tomar o belo do pequeno almoço, claro! E como estamos em Toquio temos de fazer como os "toquienses": Comer sushi a toda a hora! Bora lá então ao famoso Sushi Bun. Apesar de aparentemente famoso, o restaurante que escolhemos não nos agradou especialmente. Às 7 da manha não apetece propriamente um sushi picante (do wasabi) que até faz chorar. Mas comemos tudo,como Lindos meninos que somos!
Logo a seguir, seguimos o cheiro do peixe e fomos dar ao Tsukiji market, um festival de imagens e cheiros, com peixes de todos os tamanhos e feitios, para todos os gostos, literalmente. Testemunhámos o "cortar" de cabeças de enguias e peixes expostos com quase dois metros. Tudo isto enquanto nos desviávamos de mini-carros de transporte de peixe, vindos de todos os lados, que pareciam nos querer atropelar a todo o custo (Acho que "ocidentais" dá mais pontos). Sobrevivemos. Experiência deveras única.
Depois do mercado seguimos num roteiro por uma Toquio mais moderna, e descobrimos onde é que os autores dos desenhos animados "Manga" se inspiram. Ruas cheias de japoneses "diferentes". Sempre gostei da palavra "diferentes"...
Resumindo, andámos que nem uns turistas viajantes. Já estamos no Hostel, a blogar e segue-se uma noite de planeamento dos próximos dias.
Atá amanhã caros amigos, companheiros de viagem, e obrigado pelos comentários :)
Seguem-se umas fotos.
André e Ana Rita em Tóquio
O jet lag tinha de servir para alguma coisa. Aproveitámos os horários trocados para na primeira manhã em toquio visitar o mercado do peixe : Tsukiji market. Mais do que acordados às 5:30 da manha (devido ao jet lag e ao abanãozinho) fizemo-nos ao metro. Ao chegar ao mercado deparámo-nos como a entrada interdita a turistas até as 9 hrs. O que fazer então? Tomar o belo do pequeno almoço, claro! E como estamos em Toquio temos de fazer como os "toquienses": Comer sushi a toda a hora! Bora lá então ao famoso Sushi Bun. Apesar de aparentemente famoso, o restaurante que escolhemos não nos agradou especialmente. Às 7 da manha não apetece propriamente um sushi picante (do wasabi) que até faz chorar. Mas comemos tudo,como Lindos meninos que somos!
Logo a seguir, seguimos o cheiro do peixe e fomos dar ao Tsukiji market, um festival de imagens e cheiros, com peixes de todos os tamanhos e feitios, para todos os gostos, literalmente. Testemunhámos o "cortar" de cabeças de enguias e peixes expostos com quase dois metros. Tudo isto enquanto nos desviávamos de mini-carros de transporte de peixe, vindos de todos os lados, que pareciam nos querer atropelar a todo o custo (Acho que "ocidentais" dá mais pontos). Sobrevivemos. Experiência deveras única.
Depois do mercado seguimos num roteiro por uma Toquio mais moderna, e descobrimos onde é que os autores dos desenhos animados "Manga" se inspiram. Ruas cheias de japoneses "diferentes". Sempre gostei da palavra "diferentes"...
Resumindo, andámos que nem uns turistas viajantes. Já estamos no Hostel, a blogar e segue-se uma noite de planeamento dos próximos dias.
Atá amanhã caros amigos, companheiros de viagem, e obrigado pelos comentários :)
Seguem-se umas fotos.
André e Ana Rita em Tóquio
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Eu e tu, o início...
“Há coisas piores filhote”, dizia a minha querida e sábia Mãe quando eu era mais novo e as coisas corriam menos bem… É verdade, sem dúvida, mas o contrário também se verifica: “há coisas bem melhores”, só temos de procurar…
Começo por nos apresentar: somos o André e a Ana Rita, dois jovens invencíveis que sabem o que querem, dois jovens precoces.
Invencíveis porque o somos de facto.
Precoces porque, contrariamente a muitas pessoas que só se apercebem do que querem quando já é tarde demais, nós queremos e vamo-nos antecipar a esse momento… Vivendo!
Apesar deste projeto ser a dois, hoje falo na primeira pessoa, porque é a ti Ana Rita que quero dedicar este texto, esta viagem.
Eu, André, tenho 26 anos e tenho um sonho: conhecer o Mundo. Já alimento este sonho há muitos anos e agora juntei-o a ti, um outro sonho de há outros tantos anos, de nome Ana Rita. A Ana Rita, para quem não tem o privilégio de conhecer, é a melhor coisa do Mundo, a pessoa que me faz rir, sorrir e acordar a sorrir, a peça que me faltava neste complexo puzzle. É ela quem incentiva o juízo que me falta e celebra o meu espírito de aventura, juntando-se a mim, porque juntos somos mais fortes.
Quando é que isto começou? Algures entre uma aula de Físico-química e uma aula de Português, há cerca de 11 anos atrás…Foi quando te conheci melhor. Aí surgiram, na minha vida, os famosos “nós no estômago”, deliciosamente desconfortáveis. Desde então, as nossas vidas deram voltas e mais voltas e hoje em dia planeamos uma aventura incrível, uma volta ao Mundo de mão dada.
O Projeto? A volta ao Mundo em 365 dias, mais coisa menos coisa. Iremos calcorrear solo Asiático, da Oceânia, Norte, Centro e Sul Americano. O resto, não menos importante, deixaremos isso para um dia mais tarde…
Assim que lhe falei deste projeto, a Ana Rita “embarcou”, sem hesitações e, de um momento para o outro, passou a ser o nosso projeto. Uma viagem a dois.
Desde há três anos que poupamos e planeamos, poupamos e planeamos… E só isso tem sido, por si só, uma aventura muito interessante pois, aos poucos e poucos, vamos passando das palavras à ação, abdicando de coisas que consideramos menos importantes, para podermos voltar a ser crianças novamente e ver o Mundo com um olhar curioso e desejo de surpresas em língua estrangeira.
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