HANOI
15:30 do penúltimo dia do ano. Somos "largados" nas ruas de Hanoi. Imediatamente somos abordados pelos "amigos" do tuk- Tuk (taxistas do Sudeste asiático). Apesar das insistências recusamos o transporte e de mapa na mão lançamo-nos pelas ruas da capital em busca da nossa nova casa dos proximos dias- "Hanoi Backpackers Hostel". 20 minutos depois chegámos à rua Ma May, o nosso destino. Este veio a revelar-se o melhor hostel por onde viriamos a passar, pelo menos até à data. Por 6 dolares a noite dividimos dormitorio com mais 8 pessoas (um dos quais um canadiano que ressonava, para sermos simpáticos, como um urso!). Óptimo ambiente,boa comida, relativamente boa internet, este é o local de encontro dos mochileiros, alguns a terminar a sua viagem pelo sudeste asiático outros, como nós, a começar. Muitas destas caras voltámos a ver mais tarde algures pelo Vietname ou mais tarde no Cambodja. O percurso dos viajantes por aqui não varia muito. O ponto positivo é que fizemos amigos...
Mais caótico que na China, o trânsito em Hanoi é de loucos! As ruas mais estreitas, as infinitas motas que buzinam a cada segundo, fazem com que atravessar a estrada seja sempre uma aventura. Contra todas as estatisticas durante os 4 dias percorremos as ruas de Hanoi sem incidentes.
Aqui já não nos sentimos tão observados como na China. O maior número de Ocidentais faz com que os olhos redondos já não sejam novidade para os locais e para além disso o Inglês é bastante mais fluente facilitando bastante a nossa vida.
Visitámos a prisão utilizada pelos Franceses enquanto colonizadores para prender os vietnamitas oponentes ao regime e mais tarde pelos Vietnamitas para prender os militares norte-Americanos capturados durante a Guerra. Segundo os Vietnamitas, os Americanos eram tão bem tratados que estes se referiam à prisão como "Hanoi Hilton". (Nesta prisão esteve preso o politico John Mcain(antigo piloto da U.S air force) que concorreu à presidência dos E.U.A em 2008). O corpo de Ho Chi minh, a figura de referência do Vietname que liderou tanto a guerra contra os Franceses como contra os E.U.A., encontra-se preservado exposto ao público num Museu em Hanoi. O corpo deste heroi Vietnamita apenas pode ser visto 3 horas por dia. Fora dessas horas encontra-se a "descansar" a muitos metros de profundidade por questões de segurança. O estado Vietnamita gasta uma volumosa quantia para conservação do seu corpo que durante 3 meses se desloca à Russia para manutenção.
A Passagem do Ano foi celebrada no Hostel onde festejámos a passagem para 2012 no horário de cada um dos paises dos amigos mochileiros que se encontravam no hostel! Foram muitas passagens de ano!
Passagem do ano da Nova Zelândia!
No dia 2 partimos para Halong Bay onde passámos uma noite num barco num dos locais de referência do Vietname.
Regressámos a Hanoi para mais uma noite onde saimos para experimentar a considerada a cerveja mais barata do mundo: BiaHoi, 0.16eur! Nada má, mesmo!
Partimos no dia seguinte para Hue, antiga capital do Império Vietnamita, num autocarro nocturno. "Dormimos" (não é fácil quando se sente todas a irregularidades das estradas Vietnamitas, que são muitas) no piso superior numa "cama" com o nosso amigo alemão Jan e um casal Italiano na casa dos 50 (quando formos grandes queremos ser como eles, viajar de autocarro com a malta jovem:)).
HUE
Fazemos Check-In, tomamos um duche, o pequeno almoço e fazemo-nos às ruas da antiga capital para ver as vistas e comprar umas frutas. Por aqui tudo tem de ser negociado. O elemento masculino da equipa, o negociador oficial, vai sempre à frente iniciar a negociação (ele até gosta daquele teatro todo). Após ouvir o primeiro preço vem a cara do: "Está doido?" depois divide-se por 2 (no mínimo) e faz-se uma contra proposta. O vendedor ri-se e dá um novo preço (já bastante mais baixo). Então, pomos em prática o vocabulário Vietnamita : "Má Quá, Má Qua" (muito caro) !! O vendedor ri-se surpreendido com as palavras em Vietnamita e automaticamente faz um "special price for my good friend". E assim se poupa um euro aqui e ali ( ao final de um ano faz uma grande diferença)!
No 2º e 3º dia em Hue juntamo-nos a uns amigos e alugamos uma mota para visitar a cidade, os arredores e o túmulo do Imperador Minh Mang. Visitamos também, agora a pé a cidadela, antiga morada dos Imperadores que, apesar da destruição causada pelos bombardeamentos Norte Americanos, mantém a calma e serenidade dos tempos antigos. Mais uma vez, sobrevivemos à estrada e adorámos estes dias.
Durante a nossa volta de mota...
Entrada da Cidadela
HOI AN
Partimos em direcção a Hoi An. Já tinham avisado o André para ter cuidado, pois as mulheres tendem a perder-se nesta pequena cidade no centro do Vietname. Porquê? Aparentemente Hoi An é famosa pela roupa feita à medida. E na verdade tinham razão. São centenas de lojas com costureiras e alfaiates que fazem em horas qualquer peça de roupa, com tecido, tamanho, corte e cores a pedido. Surpeendeu-me (Ana Rita) a qualidade e o gosto das peças de roupa fabricadas por aquelas bandas. É preciso muito auto-controle. Os preços são baratíssimos !! Vestidos feitos à medida a 15 Eur e fatos de Homem a 30 Eur. Muitos ocidentais perdem a cabeça por aqui comprando "guarda-roupas" inteiros.
Para além das roupas, a cidade em si também é lindissima. As casas térreas e de cores variadas e o rio dão um toque especial a Hoi An.
Vietnamita nas casa dos 20s... 120s!
Num dos dias fizémos uma visita a " My Son" a 2 horas de autocarro. Ruínas de templos da dinastia Cham que há cerca de 40 anos atrás serviram de abrigo às tropas do Vietcongue.
Daqui arrancámos para Nha Trang. Nos próximos dias publicaremos ...
Até já !!!!
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Caixas, Galinhas e até peixes!
7 milhões. É o número de motas apenas em Saigão. O transporte de carga nas motas é uma questão de imaginação, porque na verdade vale tudo. Quer andemos pela estrada, pelo passeio ou mesmo nas lojas, temos que estar sempre atentos de modo a evitar um encontro imediato com um motard Vietnamita. Chegámos a ver 5 pessoas numa só mota. Parece impossível, mas é verdade. Infelizmente não captámos essa imagem. No entanto deixamo-vos aqui outras igualmente extraordinárias:
As motas revelaram-se o melhor meio para conhecer as terras vietnamitas.
Até breve companheiros de viagem.
As motas revelaram-se o melhor meio para conhecer as terras vietnamitas.
Até breve companheiros de viagem.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Fotos diversas ou "diverse photos", como preferirem...
Apesar de nos estar a receber de braços abertos, a Ásia não tem sido um continente onde a comunicação seja propriamente fácil. No Japão e na China o nível de Inglês é bastante baixo, o que transforma qualquer conversa,qualquer pedido de direções ou dúvida de menu, um desafio à capacidade de gesticulação e criatividade incrível. Em Nanning (China), para confirmar que a carne não era cão, démos por nós a ladrar no meio de um restaurante... Assim que passamos a fronteira para os vizinhos Vietnamitas, a situação melhora ligeiramente. No entanto este pouco domínio do Inglês também dá para nos divertirmos e tirarmos umas fotos bem engraçadas...
Em breve esperamos ter mais umas quantas fotos para vos mostrar...
De momento estamos em Nha Trang, ainda Vietname. Desde que chegámos ao Vietname já estivemos em Hanoi, Halong Bay, Hue e Hoi An. Amanhã às 8H00 apanhamos um autocarro de 4 horas para Sul, para Dalat. As temperaturas têm subido mas o Sol continua escondido. Continuamos na nossa procura pelo Sol, rumo a Sul.
Até breve caros viajantes
Em breve esperamos ter mais umas quantas fotos para vos mostrar...
De momento estamos em Nha Trang, ainda Vietname. Desde que chegámos ao Vietname já estivemos em Hanoi, Halong Bay, Hue e Hoi An. Amanhã às 8H00 apanhamos um autocarro de 4 horas para Sul, para Dalat. As temperaturas têm subido mas o Sol continua escondido. Continuamos na nossa procura pelo Sol, rumo a Sul.
Até breve caros viajantes
domingo, 1 de janeiro de 2012
Macau, Hong Kong e Nanning
Após filas intermináveis e depois de mostrar os passaportes repetidas vezes chegamos a Macau. Rápidamente os nomes das ruas em Português nos transportam para um ambiente mais familiar. Sabe bem "voltar a casa".
Vestígios dos Portugueses em Macau! Carrega Benfica!:)
Trocamos Yuans por Patacas e vamos dar uma volta pelo centro, junto à praça do Senado e às ruinas de São Paulo.
Travessa da Paixão
Mais tarde falamos com a nossa amiga Raquel que nos prometeu teto durante a nossa estadia aqui. Com direito a lanche, jantar, (o melhor rancho que alguma vez comemos cozinhado pelo Kiko, namorado da Raquel), e muitas outras coisas, podemos dizer que tivemos a melhor recepção possível e imaginária. Para adocicar ainda mais a visita vamos ao Margaret's café e nata, onde se comem os melhores pasteis de nata de Macau. Apesar de não serem tão bons como os de Belém, dá para perceber as filas de turistas à porta.
Mesmo com 18.000 habitantes por Km quadrado ( a zona mais densamente povoada do Mundo), o trânsito em Macau é muito mais organizado que na China continental, as pessoas mais respeitadoras (aqui já não cospem para o chão a torto e a direito) e as ruas são bem mais limpas.
Durante dois dias conhecemos o centro de Macau. A calçada Portuguesa ajuda-nos a matar saudades de casa. Dos poucos ocidentais que se vê,muitos são Portugueses.
No segundo dia vamos a Taipa. Ilha pertencente a Macau onde se encontram os mais recentes casinos. Como sabem, na República Popular da China, o "jogo" é proíbido, mas Macau é uma região com uma administração autónoma em muitos campos, pelo menos até 2049. Portanto aqui o jogo é permitido e é um assunto muito sério. Há vários relatos de pessoas com problemas de jogo, com grandes dividas e até de "misteriosos" desparecimentos de algumas pessoas que deviam dinheiro a agiotas. Aqui o jogo cresce de ano para ano, e desde 2005 que ultrapassou Las Vegas como a cidade onde e movimentado mais dinheiro neste campo. Para terem uma ideia da dimensão do dinheiro aqui envolvido, as receitas que o governo macaense espera este ano sao equivalentes ao empréstimo do FMI a Portugal ( perto de 26 mil milhoes de Euros ). Bem, mas nao pensemos mais nisso...
O primeiro casino a visitar é o "Venetian", o maior casino do Mundo, que é uma mini-Veneza, com direito a espetáculos, lojas, artistas de circo , e até gondolas! Lá dentro, na zona do jogo é a loucura! Jogadores, maioritariamente chineses, vidrados nas fichas, nos dados e nas cartas jogam como se não houvesse amanhã e tentam combater a famosa regra de "a casa ganha sempre". Não nos deixam tirar fotos... Levados pela onda do jogo decidimos arriscar a nossa sorte. Em 5 minutos perdemos 20 Eur, mais valia estarmos quietos.
Depois do Venetian, seguimos para o City of dreams, outro casino também impressionante. Aqui não tentamos a nossa sorte. O dinheiro faz nos falta para os pasteís de nata da Margaret.
Ao cair da noite apanhamos um autocarro de volta a casa. Passamos a caminho do apartamento pelo famoso Casino Lisboa.
Colocamos os emails em dia e recuperamos forças para o dia seguinte, Hong Kong.
Hong Kong
Madrugamos, apanhamos o autocarro 3A perto de casa e vamos apanhar o ferry para Hong Kong. Devido ao período festivo qualquer alojamento em Hong Kong está caríssimo, como tal decidimos que voltaríamos ao final da noite para Macau, onde temos a confortável casa da Raquel e do Kiko. 45 minutos depois chegamos à Ex-colónia Inglesa.
Combinamos com a Winnie (amiga que conhecemos em Xangai) às 11H00 junto ao terminal do ferry, e à hora marcada lá estava ela com uma amiga, a Jennifer. São as duas nascidas e criadas em Hong Kong, o que facilita a visita. Ao sairmos para a rua damos com arranha céus que fazem inveja a Nova Yorque. O trânsito, apesar de intenso, mais uma vez é organizado. Continua a não ser a China que conhecemos até aqui.
Vamos dar uma volta pela zona antiga. Ai, deparamo-nos com lojas cheias de roupa, quadros, lingotes de ouro, dinheiro, tudo o que se possa imaginar, em papel. Pela nossa cara de confusão a Winnie percebe que não fazemos ideia para que serve tudo aquilo e então explica nos que é um costume Chinês ( e pelos vistos tambem Vietnamita), em que as pessoas acreditam que ao queimar esses objectos os seus entes queridos já falecidos recebem-nos no céu. O engraçado disto é a mistura do costume antigo com o mundo moderno. Vimos desde malas Gucci a iphones de papel.
Depois de um optimo almoco de Dim Sum (comida tipica de Hong Kong ) despedimo-nos da Jennifer e da Winnie e apanhamos um autocarro para subir ao "Peak" onde conseguimos uma vista espectacular do cair da noite sobre a cidade.
Já com algum frio apanhamos o mesmo autocarro para descer à cidade. O condutor era "tão bom" e conduzia "tão devagar" que durante os 45 minutos de viagem 3 pessoas vomitaram. É de doidos!
Fomos dar uma volta por Kowloon, na zona peninsular de Hong Kong. Apinhado de gente (na noite de Natal que mais parecia a passagem do ano!), passeamos um pouco pelo Victoria Harbour, pelo passeio das estrelas e depois andamos até ao terminal.
Uma viagem que normalmente nos levaria 15 min levou 1h30. Iamos perdendo o ferry de volta para Macau que por sinal era o ultimo. E assim passamos a nossa consoada, num ferry, cheio de chineses, a descansar e a pensar nas famílias que 8 horas mais tarde iriam estar a jantar e a trocar prendas em casa. Um Natal diferente!
No dia de Natal acordamos em Macau, fomos tirar umas fotografias de passe para o visto Vietnamita e atravessamos a fronteira a pé para Zhuhai. De volta à China propriamente dita,reencontramos os nossos "amigos" que insistem em inundar o chão com saliva. Ao fim da tarde apanhamos um autocarro que nos levou 12 horas para chegar a Nanning, cidade mais a Oeste, mais perto da fronteira do Vietname.
Nanning
Continua a não ser fácil dormir num autocarro com um chinês ao volante a buzinar constantemente. Acordamos ainda de madrugada em Nanning e apanhamos um táxi que nos deixa no Hostel às 7h00 da manhã. Um banho e uma muda de roupa mais tarde saimos a rua para ver o que Nanning tem para oferecer. Planeamos passar 3 dias aqui para podermos tratar dos nossos vistos para o Vietname. Bom para dar descanso ao corpo!
Em Nanning não vemos praticamente ocidentais. Não é propriamente um destino turistico, mas os mercados de rua dão-lhe um toque tradicional. É disto que nós gostamos. Nestes mercados vê-se de tudo, come-se de tudo, mesmo tudo! ( o elemento feminino da equipa não quis colocar as fotografias dos cães no blog. Realmente são um pouco chocantes).
No 3º dia o nosso amigo Jan chega a Nanning. Vamos jantar ao mercado noturno. Vamos colocar fotografias que descrevem melhor que as palavras.
Não é carne nem peixe! Mas gostámos!
Na manhã do dia seguinte, já com os nossos vistos prontos arrancamos de autocarro para Hanoi, capital vietnamita. 9 horas depois, com muitas paragens pelo meio para mostrar os passaportes, chegamos ao nosso destino. Atrasamos 1 hora os nossos relogios e saimos do autocarro, agarramos num mapa e 20 minutos e 30 tentativas de atropelamento depois chegamos ao Hanoi Backpackers Hostel on Ma May. Pelo caminho apercebemo-nos que fomos extremamente injustos nos nossos relatos do trânsito Chinês. Em Hanoi é 10 vezes pior. Atravessar a estrada requer uma técnica e uma coragem que demora anos a desenvolver. O que vale é que aprendemos rápido...
Resumidamente: Vale tudo menos fazer movimentos muito bruscos, o resto é com eles, eles desviam-se! Assim esperamos nós...
Entretanto aproxima-se 2012. Por aqui vamos passa-lo 7hs mais cedo que vocês. Se o Mundo acabar, como especulam alguns, nós avisamo-vos, não se preocupem.
Boas saidas e ainda melhores entradas em 2012 !!!!
Vestígios dos Portugueses em Macau! Carrega Benfica!:)
Trocamos Yuans por Patacas e vamos dar uma volta pelo centro, junto à praça do Senado e às ruinas de São Paulo.
Travessa da Paixão
Mais tarde falamos com a nossa amiga Raquel que nos prometeu teto durante a nossa estadia aqui. Com direito a lanche, jantar, (o melhor rancho que alguma vez comemos cozinhado pelo Kiko, namorado da Raquel), e muitas outras coisas, podemos dizer que tivemos a melhor recepção possível e imaginária. Para adocicar ainda mais a visita vamos ao Margaret's café e nata, onde se comem os melhores pasteis de nata de Macau. Apesar de não serem tão bons como os de Belém, dá para perceber as filas de turistas à porta.
Mesmo com 18.000 habitantes por Km quadrado ( a zona mais densamente povoada do Mundo), o trânsito em Macau é muito mais organizado que na China continental, as pessoas mais respeitadoras (aqui já não cospem para o chão a torto e a direito) e as ruas são bem mais limpas.
Durante dois dias conhecemos o centro de Macau. A calçada Portuguesa ajuda-nos a matar saudades de casa. Dos poucos ocidentais que se vê,muitos são Portugueses.
No segundo dia vamos a Taipa. Ilha pertencente a Macau onde se encontram os mais recentes casinos. Como sabem, na República Popular da China, o "jogo" é proíbido, mas Macau é uma região com uma administração autónoma em muitos campos, pelo menos até 2049. Portanto aqui o jogo é permitido e é um assunto muito sério. Há vários relatos de pessoas com problemas de jogo, com grandes dividas e até de "misteriosos" desparecimentos de algumas pessoas que deviam dinheiro a agiotas. Aqui o jogo cresce de ano para ano, e desde 2005 que ultrapassou Las Vegas como a cidade onde e movimentado mais dinheiro neste campo. Para terem uma ideia da dimensão do dinheiro aqui envolvido, as receitas que o governo macaense espera este ano sao equivalentes ao empréstimo do FMI a Portugal ( perto de 26 mil milhoes de Euros ). Bem, mas nao pensemos mais nisso...
O primeiro casino a visitar é o "Venetian", o maior casino do Mundo, que é uma mini-Veneza, com direito a espetáculos, lojas, artistas de circo , e até gondolas! Lá dentro, na zona do jogo é a loucura! Jogadores, maioritariamente chineses, vidrados nas fichas, nos dados e nas cartas jogam como se não houvesse amanhã e tentam combater a famosa regra de "a casa ganha sempre". Não nos deixam tirar fotos... Levados pela onda do jogo decidimos arriscar a nossa sorte. Em 5 minutos perdemos 20 Eur, mais valia estarmos quietos.
Depois do Venetian, seguimos para o City of dreams, outro casino também impressionante. Aqui não tentamos a nossa sorte. O dinheiro faz nos falta para os pasteís de nata da Margaret.
Ao cair da noite apanhamos um autocarro de volta a casa. Passamos a caminho do apartamento pelo famoso Casino Lisboa.
Colocamos os emails em dia e recuperamos forças para o dia seguinte, Hong Kong.
Hong Kong
Madrugamos, apanhamos o autocarro 3A perto de casa e vamos apanhar o ferry para Hong Kong. Devido ao período festivo qualquer alojamento em Hong Kong está caríssimo, como tal decidimos que voltaríamos ao final da noite para Macau, onde temos a confortável casa da Raquel e do Kiko. 45 minutos depois chegamos à Ex-colónia Inglesa.
Combinamos com a Winnie (amiga que conhecemos em Xangai) às 11H00 junto ao terminal do ferry, e à hora marcada lá estava ela com uma amiga, a Jennifer. São as duas nascidas e criadas em Hong Kong, o que facilita a visita. Ao sairmos para a rua damos com arranha céus que fazem inveja a Nova Yorque. O trânsito, apesar de intenso, mais uma vez é organizado. Continua a não ser a China que conhecemos até aqui.
Vamos dar uma volta pela zona antiga. Ai, deparamo-nos com lojas cheias de roupa, quadros, lingotes de ouro, dinheiro, tudo o que se possa imaginar, em papel. Pela nossa cara de confusão a Winnie percebe que não fazemos ideia para que serve tudo aquilo e então explica nos que é um costume Chinês ( e pelos vistos tambem Vietnamita), em que as pessoas acreditam que ao queimar esses objectos os seus entes queridos já falecidos recebem-nos no céu. O engraçado disto é a mistura do costume antigo com o mundo moderno. Vimos desde malas Gucci a iphones de papel.
Depois de um optimo almoco de Dim Sum (comida tipica de Hong Kong ) despedimo-nos da Jennifer e da Winnie e apanhamos um autocarro para subir ao "Peak" onde conseguimos uma vista espectacular do cair da noite sobre a cidade.
Já com algum frio apanhamos o mesmo autocarro para descer à cidade. O condutor era "tão bom" e conduzia "tão devagar" que durante os 45 minutos de viagem 3 pessoas vomitaram. É de doidos!
Fomos dar uma volta por Kowloon, na zona peninsular de Hong Kong. Apinhado de gente (na noite de Natal que mais parecia a passagem do ano!), passeamos um pouco pelo Victoria Harbour, pelo passeio das estrelas e depois andamos até ao terminal.
Uma viagem que normalmente nos levaria 15 min levou 1h30. Iamos perdendo o ferry de volta para Macau que por sinal era o ultimo. E assim passamos a nossa consoada, num ferry, cheio de chineses, a descansar e a pensar nas famílias que 8 horas mais tarde iriam estar a jantar e a trocar prendas em casa. Um Natal diferente!
No dia de Natal acordamos em Macau, fomos tirar umas fotografias de passe para o visto Vietnamita e atravessamos a fronteira a pé para Zhuhai. De volta à China propriamente dita,reencontramos os nossos "amigos" que insistem em inundar o chão com saliva. Ao fim da tarde apanhamos um autocarro que nos levou 12 horas para chegar a Nanning, cidade mais a Oeste, mais perto da fronteira do Vietname.
Nanning
Continua a não ser fácil dormir num autocarro com um chinês ao volante a buzinar constantemente. Acordamos ainda de madrugada em Nanning e apanhamos um táxi que nos deixa no Hostel às 7h00 da manhã. Um banho e uma muda de roupa mais tarde saimos a rua para ver o que Nanning tem para oferecer. Planeamos passar 3 dias aqui para podermos tratar dos nossos vistos para o Vietname. Bom para dar descanso ao corpo!
Em Nanning não vemos praticamente ocidentais. Não é propriamente um destino turistico, mas os mercados de rua dão-lhe um toque tradicional. É disto que nós gostamos. Nestes mercados vê-se de tudo, come-se de tudo, mesmo tudo! ( o elemento feminino da equipa não quis colocar as fotografias dos cães no blog. Realmente são um pouco chocantes).
No 3º dia o nosso amigo Jan chega a Nanning. Vamos jantar ao mercado noturno. Vamos colocar fotografias que descrevem melhor que as palavras.
Não é carne nem peixe! Mas gostámos!
Na manhã do dia seguinte, já com os nossos vistos prontos arrancamos de autocarro para Hanoi, capital vietnamita. 9 horas depois, com muitas paragens pelo meio para mostrar os passaportes, chegamos ao nosso destino. Atrasamos 1 hora os nossos relogios e saimos do autocarro, agarramos num mapa e 20 minutos e 30 tentativas de atropelamento depois chegamos ao Hanoi Backpackers Hostel on Ma May. Pelo caminho apercebemo-nos que fomos extremamente injustos nos nossos relatos do trânsito Chinês. Em Hanoi é 10 vezes pior. Atravessar a estrada requer uma técnica e uma coragem que demora anos a desenvolver. O que vale é que aprendemos rápido...
Resumidamente: Vale tudo menos fazer movimentos muito bruscos, o resto é com eles, eles desviam-se! Assim esperamos nós...
Entretanto aproxima-se 2012. Por aqui vamos passa-lo 7hs mais cedo que vocês. Se o Mundo acabar, como especulam alguns, nós avisamo-vos, não se preocupem.
Boas saidas e ainda melhores entradas em 2012 !!!!
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